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Page history last edited by tatiana 2 years, 10 months ago

                                                            

                                          DOSSIÊ  DA  INCLUSÃO 

 

            Comecei a minha vida profissional em 1988, sendo estagiária na Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Neópolis, em 1989 consegui um contrato de trabalho na mesma escola. Em março de 1990 fiz o concurso da prefeitura e fui aprovada. No mês de abril fui nomeada e como tinha vaga na escola Neópolis, retornei para lá. Trabalhei mais dois anos nesta escola.  De 1993 à 1998 trabalhei em outras escolas municipais, mas como a vida da muitas voltas em agosto de 1998 retornei para a escola onde iniciei a minha carreira e trabalho até hoje. 

          Nesses quase 20 anos de serviço,  tive poucos alunos com necessidades especiais. 

          Alguns casos de deficit de atenção e lembro do caso de um aluno de primeira série, que teve aos 5 anos de idade meningite, e por este motivo ficou com sequelas, dificultando a sua aprendizagem. O aluno frequentou alguns anos a Escola Cebolinha, especializada para atender alunos com necessidades, mas como naquela época, 16 anos atrás, a prefeitura não oferecei transporte, a mãe do menino não tinha como pagar as despesas de locomoção, então o aluno foi matriculado na minha escola.

          Eu me sentia impotente, e acredito ter feito pouco por aquele aluno, não me sentia capaz e pequei muitas vezes por deixá-lo de lado, pois eu não consegui atingí-lo, ele não escrevia nem o nome,  repetiu 5 anos a primeira série e como não houve crescimento, não identificava nenhuma letra, a mãe optou por tirá-lo da escola.  

  

    

                                           

 

 

 

                                                              

                                                                     SUZI     

 

       Esta semana vou falar sobre a minha prima chamada Suzana. Ela tem sindrome de down, atualmente está com 25 anos, é uma "menina", muito carinhosa, meiga, sonhadora, romântica e é uma exelente escritora. Frequentou muito tempo a APAE, com 12 anos ela foi estudar na Escola Estadual José Mauricio, fez por 3 anos a primeira série, se alfabetizou e assim foi adiante, levando 2 ou 3 anos para cada série. Parou de estudar na quinta série pois tem muita dificuldade em matemática.       

     Adora escrever, como citei acima é uma ótima escritora, não perde uma novela e após cada capítulo ela escreve como gostaria que as cenas continuassem, forma os pares românticos e decide o final de cada personagem. 

    Ela sempre teve o apoio dos meus tios, que a tratam com muita naturalidade, exigem bastante dela, apoiam sempre que ela tem interesse em fazer algo novo. Fez aulas de computação, navega na internet, tem ORKUT, conversa no MSN. Atualmente está fazendo aulas de inglês, é claro é tudo mais lento, mas ela sempre consegue o que quer.

    

                                                                                         °o° Mickey's Place °o°

 

No semestre passado começamos a realizar um Projeto de Aprendizagem com o tema INCLUSÃO.

 

http://projetodegrupo.pbwiki.com

 

 

                                                                              Unidade 2 

      Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial eo Projeto Político Pedagógico da Educação Inclusiva. 

                           Alunos com Deficiência ou Necessidades Educativas Especiais em Instituição de Ensino

Trabalho na Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Neópolis e na Escola Estadual de Ensino Fundamental Estado de São Paulo, ambas em Gravataí. 

      Para esta atividade vou trabalhar com os dados da  escola municipal. Esta escola oferece Ensino Regular (1º a 9º ano) para 732 alunos e Educação Infantil (Pré – Escola) para 19 alunos, 48 professores, sendo 2 especialistas em educação e 7 funcionários. A escola funciona somente no diurno, das 7:30 às 11:30 e das 13h às 17h.

     Conforme conversa com a Orientadora da escola e com a Supervisora, nossa escola, no turno da tarde, ( 1º ao 4º ano) conta com 6 alunos com necessidades especiais, 1 aluno com sindrome de down, 2 alunos com deficiência auditiva, 3 alunos com disturbios neurológicos. Neste ano não temos alunos portadores de defiência física.

      Além do atendimento em sala , os alunos fazem  acompanhamento com a orientadora e no ano passado faziam parte do laboratório de aprendizagem. Mas este ano  não foi enviado pela secretaria um professor laboratorista.

 

 

                                                                      

 

 

O material citado abaixo foi fornecido pela Secretaria Municipal de Educação de Gravataí. 

 

Serviços de Atendimento Educacional Especializado 

 

 

SMED Gravataí – Atendimento a rede municipal

Público Alvo: Crianças e adolescentes

Especialidades atendidas: Neurologia, fonoaudióloga e oftalmologia.

 

a)      Neurologia - A escola deve entrar em contato com o serviço social e agendar atendimento informando dados sobre o educando e informar motivo do encaminhamento.

b)      Fonoaudióloga: A escola deve encaminhar o aluno para a triagem para o mesmo realizar uma avaliação.

c)      Oftalmologia: A escola deverá fazer um teste de acuidade visual e encaminhar a ficha de encaminhamento para o serviço social.

 

 

CAEPSY – Centro de Atendimento e Estudos em Psicologia

Trabalha com atendimento psicológico de compreensão psicanalítica, oferecendo serviços de psicoterapia individual, grupal, para casal e família.

 

Psiquiatria – Trabalha com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais, sejam elas de cunho orgânico e funcional.

Psicopedagogia – Tem como foco o trabalho com as dificuldades de aprendizagem, atendimento a crianças e adolescentes.

Fonoaudiólogo – A terapia fonoaudiólogica trabalha as dificuldades no desenvolvimento da linguagem, de fala e da voz.

Inclusão de Pessoas com deficiência – O CAEPSY participa de todo o processo de inclusão, desenvolvendo um programa específico de preparação da equipe para receber e conviver com os novos colegas.

 

Conselho Tutelar de Gravataí

Público Alvo: Criança e adolescente em situação de risco vítima de violência, maus tratos e negligência.

 

CEDUGRA – Centro de Educação de Gravataí

Público Alvo: Criança e adolescente

Especialidades: Psicologia e Psicopedagogia

 

 

Central de Especialidades

Público Alvo - Crianças, adolescentes e família.

Especialidades: Cardiologista, Neurologista, Ortopedista, Dermatologista, urologista, pneumologista infantil e eletro cardiograma.

 

 

CEACAF - Centro de Atenção a Criança, Adolescente e Família.

População Alvo: Crianças, adolescentes e família.

 Especialidades atendidas: Psicologia, psiquiatria, psicopedagogia, serviço social, neurologia, hebiatra e terapia de família.

 

CAIS MENTAL

Público Alvo: Adulto

Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.

 

 CEAC – Centro de Ações Coletivas

Tipos de projetos e programas oferecidos:

* Programa DST – AIDS

* Atendimento Infectológico

* Consultas, coletas de exames.

* Atendimento psicológico

* Atendimento social

 

CAPS – A/D – Centro de Atendimento Psicossocial em álcool e drogas.

Público Alvo – Adulto

Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.

 

 

Centro de Saúde dos Trabalhadores

Grupo Operacional – Atendimento dentro da área operacional e auxílio as unidades básicas das especialidades de traumatologia, otorrinolaringologia e fonoaudiólogo.

 

 

 

 

 ESTUDO DE CASO 

              

ESTUDO DE CASO _ RODRIGO DOS SANTOS

 

 

                  Rodrigo dos Santos, 4º filho de Maria dos Santos com 48 anos e de José Carlos dos Santos com 45 anos, seus irmãos mais velhos, Mário com 20 anos, Mariana com  18 anos e Júlio Cezar com 14 anos. Rodrigo nasceu em 14/07/98, hoje com 10 anos  cursa o 4º ano do ensino fundamental de 9 anos. Segundo relato familiar,  a mãe passou por uma gravidez tranqüila, era o seu quarto filho e nesta gestação  fez pré-natal. Fez uma ecografia próximo ao parto e tudo estava normal. Rodrigo nasceu de parto normal. Sempre foi uma criança tranqüila, pouco chorava, muitas vezes a mãe teve que acorda-lo para que o mesmo se alimentasse. Mas não se desenvolvia normalmente, estava sempre abaixo do peso e estatura. Muitos exames foram realizados e tudo normal. Mas a mãe preocupavasse, pois o menino não fazia amizades, não se interessava por nada, parecia estar sempre desligado do mundo, brincava e falava sozinho. Não gostava de jogar bola, para ela estava tudo bom, não tinha iniciativas. Dona Maria, mãe de Rodrigo, estava muito ansiosa e esperançosa com a entrada do menino na escola.

                Rodrigo foi para a escola em 2004 e cursou a pré-escola, aparentemente sem dificuldades.

                Em 2005, cursou a 1ª série do ensino fundamental de 8 anos. A mãe conta que nas entregas de avaliações a professora relatava que o aluno era muito apático, não fazia amizades, gostava de ficar sozinho, observava os demais colegas brincarem. Apresentava muita dificuldade nas atividades motoras como pintura e recorte. Nas atividades de encenação preferia não participar, mas com o incentivo da professora, optava por personagens secundários. A mãe comentou que em uma apresentação o menino era uma árvore. Os outros filhos não apresentaram problemas de aprendizagem, alguns até repetiram o ano, mas é porque não gostavam de estudar, eram “safados”.

                Neste período pouco evoluiu na sua aprendizagem. Diz à mãe que o menino estudava em uma escola do interior onde a professora atendia alunos das 4 séries, acredito serem turmas multiseriadas, e por esse motivo acreditava que o menino não aprendia, pois com certeza não tinha atenção necessária para o seu desenvolvimento.

                No ano de 2005 o aluno não teve nenhum acompanhamento fora da sala, pois a escola não contava com apoios escolares e por esse motivo não aprovou.

               Em 2006, o aluno freqüentou novamente a 1ª série, foi solicitada a mãe que  levasse o menino para realizar consultas com especialistas, neurologistas e psicólogos. Foi diagnosticada, após avaliação neurológica que o menino apresentava um leve retardo mental, sua idade cronológica era diferente de sua idade mental, o médico disse que a diferença era de 3 anos.  No final de 2006, Rodrigo avançou para a 2ª série, com muitas observações e recomendações para o próximo ano. O aluno deveria freqüentar o laboratório de aprendizagem, se a escola dispusesse, ou algum outro recurso fora da escola e se possível fazer acompanhamento psicológico.

                A mãe mostra-se muito interessada e preocupada com o desenvolvimento do seu filho.

               Em 2007,  Rodrigo começa a demonstrar interesse ao realizar as atividades, passou a  fazer  pequenas perguntas ao professor  e estava mais sociável. Em português elaborava frases, algumas com sentido outras não. Mas em matemática não tinha noção alguma, não reconhecia os números, não relacionava numeral/quantidade. Mais um ano de batalhas, a mãe sempre muito preocupada com o desenvolvimento do filho, diz ela que o pai não demonstrava interesse algum pelo desenvolvimento do menino, só sabia dizer: _ Ele é tão bonzinho, não incomoda, só é meio burrinho. Frase esta que deixava a mãe muito braba. E a mesma não concordava com o pai.

           Neste ano Rodrigo foi encaminhado ao oculista, após a consulta, foi diagnosticado que o menino tinha uma leve perda de visão no olho esquerdo. Rodrigo não aceitou muito bem que deveria usar os óculos, mas após muita insistência da mãe, apoio e incentivo da professora o menino concordou.

                 Nova reprovação, no parecer final constava que:

O aluno:

* não interpreta histórias matemáticas;

*realiza parcialmente operações matemáticas;

*identifica os números até 50;

* elabora pequenas frases;

*suas produções textuais não são satisfatórias;

.....

Constata-se então que o aluno deverá permanecer na série.

               Em 2008 a família Santos resolve mudar-se para Gravataí. Os pais de seu José Carlos já estavam morando aqui e pediram ao filho que viesse para cá, para ficarem mais próximos. Rodrigo então é matriculado na 3º ano do ensino fundamental de 9 anos na Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Neópolis, onde estuda até os dias de hoje.

               No início do ano letivo, Dona Maria conversa com a professora e conta toda a caminhada de Rodrigo. A professora muito dedicada passa o caso para a orientadora da escola. A professora começa a fazer observações em relação ao novo aluno  e em pouco tempo Rodrigo foi encaminhado ao laboratório, pois a professora percebeu que o aluno apresentava muitas dificuldades e que seria necessário mais um apoio a fim de sanar suas dificuldades. Novamente Rodrigo fica apático e indiferente ao que acontecia ao seu redor. Dona Maria desespera-se, pois achava que o filho tinha vencido esta barreira. Pensava até em voltar novamente para o interior, mas a idéia não foi aceita pelo esposo. Mãe, filho e professora se unem  nesta batalha. Dias e meses passaram e Rodrigo foi se adaptando ao novo ambiente e apresentando um pequeno e contínuo crescimento. Final de 2008, Rodrigo foi aprovado.

Neste ano Rodrigo está no 4º ano, não está freqüentando o laboratório, pois a escola  não tem professor laboratorista. No final de abril, Dona Maria foi chamada para o pré-conselho, pois o desenvolvimento de Rodrigo, neste trimestre não está sendo satisfatório. A professora colocou estar preocupada com o menino, pois o mesmo não está copiando, quando copia não realiza o que é sugerido. O aluno foi encaminhado ao serviço de orientação.  A professora pediu que a mãe levasse o aluno novamente ao oculista. Novos desafios pela frente.

 

 

Todo o  relato foi descrito pela mãe do aluno. 

 

 

DEFICIÊNCIA FÍSICA

 

 

 

DEFINIÇÃO

 

A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis, segundo o(s) segmento(s) corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida.

 

 

TIPOS

 

·         Lesão cerebral (paralisia cerebral, hemiplegias)

·         Lesão medular (tetraplegias, paraplegias)

·         Miopatias (distrofias musculares)

·         Patologias degenerativas do sistema nervoso central (esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica)

·         Lesões nervosas periféricas

·         Amputações

·         Seqüelas de politraumatismos

·         Malformações congênitas

·         Distúrbios posturais da coluna

·         Seqüelas de patologias da coluna

·         Distúrbios dolorosos da coluna vertebral e das articulações dos membros

·         Artropatias

·         Reumatismos inflamatórios da coluna e das articulações

·         Lesões por esforços repetitivos (L.E.R.)

·         Seqüelas de queimaduras

DADOS ESTATÍSTICOS

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, em tempos de paz, 10% da população de países desenvolvidos são constituídos de pessoas com algum tipo de deficiência. Para os países em vias de desenvolvimento estima-se de 12 a 15%. Destes, 20% seriam portadores de deficiência física. Considerando-se o total dos portadores de qualquer deficiência, apenas 2% deles recebem atendimento especializado, público ou privado. (Ministério da Saúde - Coordenação de Atenção a Grupos Especiais, 1995).

 

CAUSAS

 

·         Paralisia Cerebral: por prematuridade; anóxia perinatal; desnutrição; materna; rubéola; toxoplasmose; trauma de parto; subnutrição; outras.

·         Hemiplegias: por acidente vascular cerebral; aneurisma cerebral; tumor cerebral e outras.

·         Lesão medular: por ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca; acidentes de trânsito; mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos; quedas; processos infecciosos; processos degenerativos e outros.

·         Amputações: causas vasculares; traumas; malformações congênitas; causas metabólicas e outras.

·         Mal formações congênitas: por exposição à radiação; uso de drogas; causas desconhecidas.

·         Artropatias: por processos inflamatórios; processos degenerativos; alterações biomecânicas; hemofilia; distúrbios metabólicos e outros.

 

 

 

 

AUTISMO

 

 

 

O que é?

Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.

O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.

Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

 

 

Causas

A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

 

Sintomas e diagnóstico

Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.

Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.

A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).

Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.

Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.

Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.

Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

 

Prognóstico e tratamento

Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.

Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.

Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.

Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.

A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.

 

Lista de Checagem do Autismo

A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade.

 

 

Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,

Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,

Risos e sorrisos inapropriados,

Não temer os perigos,

Pouco contato visual,

Pequena resposta aos métodos normais de ensino,

Brinquedos muitas vezes interrompidos,

Aparente insensibilidade à dor,

Ecolalia (repetição de palavras ou frases),

Preferência por estar só; conduta reservada,

Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,

Faz girar os objetos,

Hiper ou hipo atividade física,

Aparenta angústia sem razão aparente,

Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,

Apego inapropriado a objetos,

Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e

Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.

 

 Retirado do ABC da saúde.

 

 

DEFICIÊNCIA MENTAL

 

O que é deficiência mental?

 

Deficiência mental:

Retardo mental: caracteriza-se por funcionamento intelectual significativamente abaixo da média (QI< 70), com início antes dos 18 anos e

déficits ou prejuízos concomitantes no funcionamento adaptativo. “A característica essencial do retardo mental é um funcionamento intelectual

significativamente abaixo da média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes

áreas de habilidades: comunicação, auto cuidados, vida doméstica, habilidades sociais interpessoais, uso de recursos comunitários, auto suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer saúde e segurança . 

 

 DM Leve

QI entre 50 e 70

Atraso discreto

Dificuldades no aprendizado precocemente percebidas.

 

DM Moderado

QI entre 33 e 49

Necessitam ensino especializado com equipe multidisciplinar. Dificilmente

alfabetizáveis.

 

  DM Severo

QI entre 20 e 34

Escolas especializadas visando o desenvolvimento da independência quanto

auto-cuidados.São semi-dependentes necessitando supervisão freqüente.

DM Profundo

QI inferior a 19

Atraso muito acentuado , alguns nem adquirem marcha independente.

Vida adulta dependente quanto auto-cuidados.

 

 

 

Comments (5)

Daniela said

at 4:00 pm on May 13, 2009

Boa tarde Tatiana,
Você incia seu relato falando de sua experiência na escola mas não informa qual a escola. Sei que mais adiante no texto você faz isso, mas é importante que esta informação venha no inicio do texto, bem como a sua formação e outras informações sobre sua prática que julgar importante. Para o estudo de caso é preciso escolher um sujeito de sua prática, como informado na Unidade 3 e reiterado na Unidade 4, não poderá ser a Suzi, embora a história dela seja interessante e mostre que com estímulo e acompanhamento todas as pessoas conseguem se desenvolver. Você informa sobre o rpojeto realizado no semestre anterior e indica o link mas é preciso justificar a indicação. Depois apresesentas brevemente sua escola e os serviços oferecidos pela rede, sem indicar a fonte das informações. Sugiro que você procure evidenciar nos seus textos a apropriação das leituras realizadas na interdisciplina e também um retorno as atividades das unidades anteriores para ver se seu texto dá conta de todas elas.
Abs,
Daniela

Daniela said

at 11:56 am on Jun 7, 2009

Bom dia Tatiana,
Recomendo que você releia o comentário anterior para fazer as adequações necessárias. Quanto a continuidade de seu dossiê gostaria de dizer que você apresenta de forma completa e interessante a história de Rodrigo (nome verdadeiro?), lembro que é preciso autorização por escrito dos pais (assinado) para utilização de qualquer informação sobre o aluno, sob forma de Termo de Consentimento Informado (veja modelos na internet) e que normalmente não utilizamos o nome real dos sujeitos da pesquisa. É importante informar as fontes das informações sobre serviços e sobre autismo. Também acho que você pode explicar porque a entrada do assunto "autismo" em seu dossiê. Você acha que o aluno tem autismo?
Continue o bom trabalho.
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 9:07 am on Jun 24, 2009

Bom dia Tatiana,
auardo ainda algumas solicitações dos comentários anteriores que não foram completamente atendidas. Fazendo essas alterações você já pode encaminhar seu dossiê para as conclusões do estudo de casa. Tão logo tenha feito isso, por favor, avise por e-mail para que possamos visitar e postar um comentário final.
Uma ótima quarta-feira.
abçs,
Daniela

Daniela said

at 9:09 am on Jun 24, 2009

Cara Tatiana,

Como sugestão de organização estética de seu dossiê acho que padronizar tamanho e tipo de letra favoreceria a leitura.
Também uma observação ao tamanho das imagens escolhidas.
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 11:30 am on Jul 12, 2009

Bom dia Tatiana,

Sugiro que você reveja os comentários de 24/06 e faça as alterações solicitadas e informe com brevidade por e-mail.
Um ótimo domingo.
Abçs,
Daniela

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